Tipos de diabetes

Hey galz!!

Hoje vamos conversar sobre um tema bastante importante que faz parte da minha vida, e que, por isso, não tinha me dado conta do quanto ele é ainda obscuro para a maioria das pessoas: a diabetes. Essa é uma doença silenciosa na maioria das vezes, que pode trazer consequências graves como amputação de membros e cegueira, mas que pode ser controlada através de hábitos saudáveis. Mas é importante ter em mente que a diabetes não tem cura. Por isso, a adoção de hábitos saudáveis deve ser permanente.

Vou começar contando minha história: em 2005, depois de voltar do meu intercâmbio, eu fui fazer uns exames de rotina. Como eu tinha ficado bastante tempo fora do país, e o exame de urina acusou um pouco de sangue, a ginecologista pediu que eu fizesse um ultrasson do abdome. Ela disse que a quantidade de sangue era mínima, e que normalmente ela não pediria mais exames, mas seria bom que eu fizesse. Naquela época eu sempre ficava olhando os monitores de ultrasson para tentar entender alguma coisa – e me chamou a atenção uma mancha preta grande, meio disforme. Perguntei ao médico o que era, e ele disse que não fazia ideia, mas que eu teria que fazer uma tomografia. Nesse momento eu gelei, e a tomografia acusou um tumor no pâncreas. Fui em um excelente gastro, o dr. Rony, que disse que eu deveria operar imediatamente. A operação foi um sucesso, ele conseguiu preservar o pâncreas e o tumor ainda estava na fase benigna, mas tive que ficar 10 dias internada tomando um remédio que impedia meu pâncreas de funcionar, para que cicatrizasse. Quando ele voltou ao normal, minhas células já estavam resistentes à insulina – e eu, diabética. Juro para vocês que agradeci a Deus por ter tido como consequência só a diabetes, porque o quadro poderia ter sido bem pior. E na verdade eu só descobri essa diabetes porque, quando voltei a poder comer de tudo, um dia desmaiei no trabalho e minha glicemia estava super alta. E aí, quando você tem um problema inerente a você, que não vai te deixar, ele passa a ser uma característica sua com a qual você tem que lidar, certo? E aqui está o que eu aprendi sobre essa doença.

Um pouco de fisiologia do corpo humano
Quando comemos qualquer alimento, o corpo quebra cada uma das substâncias que formam os nutrientes nas moléculas mais básicas: aminoácidos para proteínas, ácido graxo e glicerol para gordura e glicose para carboidratos (arroz, macarrão, pão, doces, sucos, frutas).  E a glicose é a molécula que vira energia dentro das nossas células.

Para entrar nas células, a glicose precisa ter o nome na lista. Afinal, se para nossas células fosse só chegar e entrar, estaríamos sempre doentes! Então a hostess dessa entrada é a insulina, uma substância produzida pelo pâncreas e que confere que o nome da glicose está na lista para poder entrar na célula.

Uma doença, três tipos
A diabetes tipo 1 é aquela que as pessoas costumam chamar “de nascença” (acho esse termo tão démodé hahaha) – uma doença congênita caracterizada pela não produção de insulina pelo pâncreas. Ou seja, a pessoa nasce sem a ‘hostess’ e a glicose não entra nas células. Com a glicose barrada, não tem como a energia vital ser produzida. Por isso que a pessoa precisa, desde criança, tomar injeções de insulina – ou a glicose vai ficar “boiando” pelo sangue, enquanto as células ficam fracas.

A diabetes tipo 2 normalmente acontece depois de uma doença, algum tratamento que deu errado ou estilo de vida que sobrecarregue o pâncreas. Ela é a chamada “insulino-resistente”. É como se as células ignorassem a insulina, e assim a glicose não entra nas células porque mesmo com o nome na lista as portas estão fechadas. A principal causa é uma dieta rica em carboidratos e poucos exercícios, o que faz com que as células fiquem “de saco cheio” da insulina e passem a ignorá-la.

Seja qual for o tipo de diabetes, o resultado é um pico de glicose no sangue logo depois que ela é ingerida, e uma baixa súbita depois de um tempo, já que ela acaba sendo eliminada na urina. Estas são as principais consequências da irregularidade do nível de glicose no sangue:

– Concentração de açúcar no globo ocular, causando problemas na retina e na córnea e levando à cegueira
– Concentração de açúcar nas extremidades do corpo, causando gangrena e amputação de dedos dos pés, pés e pernas
– Desmaios
– Infeções urinárias pelo excesso de açúcar nos rins
– Infecções generalizadas
– No caso da diabetes tipo 2, aumento de peso (parte da glicose que fica no sangue é transformada em gordura e acumulada)

Um terceiro tipo de diabetes é a gestacional – essa é uma condição que acomete as gestantes mas some logo depois do parto. Ela tem características parecidas com a do tipo 2, e além das consequências normais pode ainda causar descolamento da placenta, parto prematuro e problemas nos pulmões do bebê.

Como se prevenir e se cuidar
Como você pode perceber, as consequências graves da diabetes estão diretamente relacionadas com a quantidade de glicose que está “boiando” no sangue. Assim sendo, você já pode perceber como tem o poder de diminuir bastante os problemas e, melhor ainda, a chance de desenvolver essa doença. Abaixo estão algumas dicas que me ajudam a manter meu nível de glicose sempre normal (oficialmente, o nível normal é abaixo de 100 mg/l em jejum):

– Controle dos carboidratos: TODOS os carboidratos viram glicose no corpo, seja um prato de macarrão ou um pedaço de chocolate. Por isso, você deve maneirar o consumo desse tipo de alimento (não eliminar, afinal o cérebro humano só consegue tirar energia das moléculas de glicose). Para manter a saciedade, aposte em aumentar a quantidade de proteínas magras e vegetais.

– Consumo de fibras: fibra é uma coisa difícil de se digerir. E ela forma uma “capa” no alimento, de forma que o corpo só consegue liberar aos poucos as moléculas que vai quebrando durante a digestão. Por isso, os alimentos com fibra são grandes aliados no tratamento de diabetes: eles evitam que a glicose seja liberada de uma vez no sangue, dando tempo ao corpo para que ela seja absorvida.

– Atividade física: exercício físico estimula os músculos a buscarem mais energia. Assim, é um incentivo às células para que elas busquem a glicose que está no sangue e usem-na.

– Cuidado com doces diet: os doces diet só não têm açúcar simples – mas têm carboidratos e, muitas vezes, gordura para manter o gosto bom. Por isso, tome muito cuidado com a quantidade de doces diet que for consumir.

– Excesso de peso: isso vale para as mulheres – a gordura corporal interfere no funcionamento dos ovários, que acabam por interferir no funcionamento do pâncreas (sim, seus hormônios são vizinhas fofoqueiras que se comunicam o tempo todo). Assim, o corpo fica ainda mais resistente à insulina e isso faz com que parte da glicose seja novamente acumulada como gordura, num ciclo vicioso.

Espero que essas dicas ajudem vocês a repensar seu estilo de vida e prevenir-se contra essa doença que, se não bem tratada, torna-se muito triste.

beijocas!!

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2 responses to “Tipos de diabetes

  1. Muito útil, o esclarecimento e a forma de prevenção. Sugiro que nossa nutricionista nos dê dicas sobre os carboidratos mais indicados, além dos alimentos ricos em fibras, já abordados.

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  2. Pingback: Dicas da prima – Grão de Bico nos caldos | De Salto Alto e Notebook·

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