A Dicotomia que Tanto nos Stressa

Hey galz! Hoje vou falar sobre um tema mais filosófico, mas que tenho certeza que vai fazer vocês pensarem sobre como têm levado as pessoas mais insuportáveis: a dicotomia que usamos para ver a vida. Dicotomia é a divisão em dois lados contrários de um elemento. E neste artigo eu quero abordar a dicotomia que vemos nos outros seres humanos. Isso porque, desde crianças, ouvimos histórias do bem contra o mal, da princesa fofa e meiga contra a bruxa maquiavélica, o amor contra o ódio. E levamos isso por toda a vida, vendo sempre as situações de maneira totalmente positiva ou totalmente negativa. Principalmente para as mulheres, a cobrança por ser a princesa sofredora e boazinha foi muito forte em algum momento da vida, e isso nos faz sofrer por inércia.

A mente humana desenvolveu tanto em termos sociais que cada atitude pode ter várias intenções – e somente quem toma uma atitude tem visibilidade de todas as razões que a levaram a agir assim. Além disso, a impulsividade pode ser mal interpretada como crueldade. Mesmo aquela pessoa cruel, sem coração que você conhece pode ser boa para os que o cercam, ou então para seus filhos, ou quem sabe sofre internamente por não saber mudar sua forma de pensar e agir. Da mesma maneira, as pessoas boas também podem ter pensamentos “pecaminosos” (você acha que eu, boazinha como sou, nunca desejei que a Katherine Heigl engordasse até explodir??), ou deixar-se cair na tentação de querer algo para si mesma ainda que isso cause o mal de outrém. Estou expondo tudo isso para mostrar somos complexos. Dividir os seres humanos em bons ou maus é um erro que nos oculta a verdade total de uma situação.

Quando você julga alguém como o bem em forma de ser humano, certamente vai superestimar as intenções desta pessoa, tornando-se manipulável pelos desejos do “anjo na terra” e, pior ainda, decepcionando-se demais quando esta pessoa toma uma atitude “humana”. Se você tenta ser essa pessoa, pior ainda! O sentimento de culpa cada vez que você quiser fazer algo egoistinha, como guardar aquela caixa de chocolate que você ganhou no trabalho só para você, vai consumir suas entranhas. E os momentos de prazer não vão ser aproveitados como você merece. Aceite os sentimentos mais mesquinhos antes de tentar dissipá-los – só é possível mudar aquilo que você aceita que é. Você é humana, e não vai conseguir ser perfeita nunca. A beleza do ser humano está em sua imperfeição e imprevisibilidade.

Por outro lado, se você julga alguém como alguém mau, indigno de sentimentos, está desvalorizando qualquer tentativa que essa pessoa possa vir a fazer para tornar-se menos desacreditada. E você ainda vai sentir um nervoso muito grande se tiver que lidar com essa pessoa, seja ela colega de trabalho, parente ou vizinho. É muito mais fácil tentar se concentrar em que lado positivo essa pessoa pode ter em sua personalidade e apegar-se a isso se for obrigada a conviver com ela – assim, pode melhorar sua própria personalidade inspirando-se na pedra em seu sapato!

De modo algum eu pretendo com esse artigo dar uma lição de moral ou dizer que é feio julgar as pessoas. Se eu estivesse fazendo isso, já estaria julgando, certo? 🙂 eu só estou compartilhando um modo de ver as pessoas que me ajudou a sentir menos raiva, a esperar menos dos outros e a me cobrar menos. E isso melhora a pele, os cabelos e o coração! beijocas!!

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