Turismo – Cidade do Panamá

Hey Galz!!! Hoje vou falar sobre o lugar onde comprei minha primeira carga de material de trabalho em minha aventura como maquiadora: a Cidade do Panamá.

Primeiro, um pouquinho de história
O Panamá é um país bem pequeno, que fica ao norte da Colômbia e ao sul da Costa Rica – porém tem uma importância econômica muito grande. Isso fez com que a Colômbia investisse suas forças para dominar o país até o fim dos anos 1800, quando os Estados Unidos ajudaram o Panamá a conquistar sua independência. Mas isso veio com um preço: o Panamá cederia espaço para a construção do Canal do Panamá, que já era um projeto antigo dos franceses mas que não deu certo na primeira tentativa devido ao tipo de solo centro-americano. Os Estados Unidos perceberam o problema e usaram maquinário e tecnologia para solo rochoso, conseguindo terminar o canal em 1914. O problema é que no contrato assinado, o Panamá cedia aos Estados Unidos toda a área do Canal e mais umas partes da capital do país, onde nativos não poderiam circular livremente. Além disso, os panamenhos eram tratados como uma raça inferior pelos americanos funcionários do Canal, o que alimentou uma revolta que culminou com o movimento pela retomada do canal. Estudantes panamenhos subiram até o Cerro Ancón, o bairro de classe alta americana, e fincaram ali uma bandeira do Panamá – não sem antes perder alguns membros do movimento que foram recebidos a bala pelo exército americano. Em solo panamenho.  Leia mais sobre essa guerra civil aqui, aqui e aqui.

Hoje o Canal está sob controle dos panamenhos e todos eles têm muito orgulho de seu país, sua história e seu Canal.

Negros, chineses brancos, índios e panamenhos
Quando começaram a construção do canal, os americanos levaram milhares de chineses para fazer o trabalho pesado, sem saber que o perfil desse povo é o trabalho com negócios, e não estourar pedra. Então eles demitiram todos os chineses e trouxeram negros para fazer o trabalho. Com isso, a cidade agora tem bairros de cada cultura, e os bairros são muito bem delimitados. Nesta foto que eu tirei perto do centro dá para ver claramente a divisão entre o bairro negro e o branco.

 

E essa divisão clara se estende por toda a cidade – aglomerados de cada grupo social. Além disso, os índios andam por lá tranquilamente em seus trajes típicos, sem chamar a atenção de ninguém porque todos estão acostumados a respeitar sua cultura. Mas eu não resisti e tirei uma foto de uma índia Kuna em uma loja – esse é o traje da tribo, e elas se vestem assim para ir ao shopping, mercado, faculdade, trabalho…

Os pontos turísticos

Cerro Ancón
Antigo observatório dos americanos, de onde pode-se ver grande parte da cidade. É um parque belíssimo, com aquele cheiro de mato úmido e cheio de borboletas e bichos. Foi palco da história mais sangrenta do país, como você viu acima.

Panama La Vieja
Era o centro da cidade do Panamá, que foi queimado por um pirata inglês chamado Henry Morgan que estava buscando ouro. Os padres foram bem espertos e levaram todo o ouro dentro do altar da igreja, pintando por cima para que não fosse descoberto. Há pouco tempo historiadores encontraram esse ouro tão procurado por Morgan – que deixou uma cidade em ruínas.

Casco Viejo 
Quando Panama La Vieja foi queimada, a elite se mudou para esta área, com seus prediozinhos em estilo Espanhol do século XIX. Vários prédios estão sendo vendidos para a iniciativa privada, que têm por obrigação restaurar a fachada e transformar a área em um centro de bares, restaurantes, bistrôs e outros estabelecimentos comerciais. É uma área protegida pela Unesco – e cheia de canteiros de obras!

Eclusa Miraflores
In-crí-vel. Logo que chegamos fomos ver a travessia de um barco – demos muita sorte! Como os oceanos Atlântico e Pacífico estão em níveis diferentes, os barcos precisam “subir” ou “descer” degraus de água – e nesta eclusa há uma “platéia” para assistirmos o espetáculo da engenharia. Logo depois entramos no Museu do Canal, que tem desde pedaços de pedras que foram tirados do terreno onde hoje é o canal até uma réplica exata de uma sala de controle de navio com projeção em 3D da transposição do Canal. Você se sente como o capitão do navio enquanto atravessa, demais! E, claro, tem uma lojinha onde comprei lembrancinhas para o meu pai que insiste que isso sim é que é obra, e não os livros que eu leio o.O hahaha

Mercado de Mariscos
Eu não gosto de marisco ou qualquer outra coisa molenga e pegajosa vindo do mar com exceção de peixe (e, mesmo assim, só peixes sem gosto de peixe). Mas fui persuadida pelo meu marido e pela motorista que nos levou por esse tour pela cidade a experimentar o lagostim, que, no Brasil, custa mais de R$ 90,00 o quilo. Compramos o prato mais tradicional de lá (na única barraca recomendada por essa motorista, que disse que todas as outras são porcas): por R$ 10 veio o água,  porção de patacones (um prato típico de lá: banana verde meio amassada frita), saladinha, banana meio cozida, arroz e vários lagostins. Tudo isso olhando para o pacífico e os barquinhos de pescadores a trabalho. Eu não aguentei nem metade do prato!

Amador Causeway 
Infelizmente não conseguimos visitar esse ponto super famoso porque eu passei 1 dia e meio de cama com intoxicação alimentar do primeiro dia (não foi do Mercado de Mariscos, que fique claro 🙂 ). Mas é um calçadão feito com a terra tirada durante a construção do canal que liga algumas ilhas no oceano. Pelas fotos, achei demais!

Compras
O Panamá tem uma carga tributária baixíssima, o que faz com que os produtos importados tenham preços bem parecidos com Miami. Como por lá, na maioria das lojas, o turista estrangeiro tem um desconto do imposto local (cerca de 7% – que é cobrado no final da conta e um acréscimo ao preço da etiqueta), o preço compete bem com os EUA. Só é importante lembrar que nem todas as lojas dão esse desconto, é preciso pechinchar, e caso não tenha o desconto você deve considerar 7% a mais em todas as peças que estiver pondo na cestinha para não tomar susto no caixa.
Eu fiz meus pagamentos com dólar que eu saquei no caixa eletrônico do hotel: sai bem mais barato que comprar dólar no Brasil e beeem mais que usar cartão de crédito. Aliás, atualmente usar cartão de crédito fora do Brasil é uma baita roubada. Eles aceitam o dólar como moeda local, apesar de chamarem sua moeda imaginária de Balboa.

Albrook Mall
Se Deus me perguntar para onde eu quero ir depois de morrer, eu vou dizer que quero passar o resto da eternidade no Albrook Mall (será que Ele vai ser bonzinho assim comigo?). O shopping é IMENSO (do tamanho de 2 campos de futebol), e eu  fiz a proeza de andar por ele inteiro 2 vezes hahaha fiquei 12 horas por lá: das 10h (quando abriu) até 22h (quando fechou). Meu marido enlouqueceu, no mau sentido, e eu também, no bom sentido. Tem lojas de todos os preços, gostos (bom ou mau), marcas… e eles tiveram uma ideia genial: com um depósito de U$ 1, você aluga um carrinho parecido com de supermercado para ir colocando suas sacolas enquanto passeia pelo shopping. Mas é preciso ter cuidado com os pertences, estar sempre de olho em seu carrinho. eu tinha ido no dia anterior e fiquei na área das lojas de grife, chamada ‘Paseo Koala’. Os preços lá são bons, mas as lojas são de grife, o que já diz tudo. Como eu sou uma pessoa que aprecia a quantidade, não gostei muito dessa parte. Mas no dia seguinte eu fui com fé no Paseo Girafa, recomendado pela recepcionista do hotel (que entendeu meu jeito: qualidade, não status). Lá eu fiz a festa, comprei desde calcinha até estojo de 4 andares da Nyx. As lojas de departamentos que eu mais gostei foram a Dorians, Stevens, Conway, El Costo e The Shop (mas para entrar nas lojas você deve deixar as sacolas no guarda-volume – ou com o Marido-volume, como eu S2). Nessas lojas eu comprei saia por R$ 5, calça por R$ 3, pijama por R$ 4… sério, eram esses os preços. E os produtos são de qualidade, meti na máquina de lavar e secar e continuam impecáveis! Para maquiagem, nada se compara à The Make Up Factory – Nyx, Kriolan e N.Y.C. de cima a baixo, com preços MA-RÁ. O melhor lugar para artigos esportivos é a July Sport – comprei meu Adidas modelo novíssimo por U$ 50. E para material de trabalho, eu adorei a Maria Bonita – tem jogos de pinceis, avental, máscara… sensacional. Imaginem como foi minha noite ^^
Se você tem pouco tempo na cidade, como nós tivemos, sugiro que só visite esse shopping.

Los Pueblos 
Foi a maior decepção para mim. É um Brás, só que mais quente, com gente mais estranha e com preços nada convidativos. Não recomendo para ninguém!

Multiplaza 
Se você gostar do Paseo Koala do Albrook, vai gostar do Multiplaza. É um shopping de grifes famosas, americanas e europeias. Como não sou muito interessada em grife, não fui conhecer.

Farmácias Arrocha 
Tem várias unidades pela cidade e vende desde batom até quadros. Apesar do nome, tem produtos bem variados e com um preço bacana – ideal para comprar uma lembrancinha de última hora, um batom para usar à noite ou para experimentar produtos antes de comprar.

Que eu me lembre, é isso… espero que gostem das dicas 🙂 beijocas!!

Anúncios

One response to “Turismo – Cidade do Panamá

  1. Pingback: Detroit muito além do Robocop | De Salto Alto e Notebook·

Diga o que pensa sobre isso

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s