Mi Santiago Querida – Viña Undurraga

Hola queridas!

Outro passeio MUITO legal para se fazer em Santiago é visitar vinícolas. E a que a gente achou mais nossa cara, por ser mais intimista e menos bombada de turistas, foi a Undurraga.

Chegar lá é muito fácil: esqueça os tours pagos. É só pegar um ônibus no Terminal San Borja, que fica ao lado da estação de metrô Estación Central (ao sair da estação de metrô, atravesse o pequeno shopping e no fim do corredor estará a escada rolante que leva a esse terminal – todos sabem informar como chegar) e descer em frente à Vinícola. O ônibus, que tem o letreiro Talagante, El Monte, el Paico, Autopista,  custa ChP 1.000 – cerca de R$ 4,00, e é bastante frequente. O tempo de viagem é 40 minutos no máximo.

Entrada da vinícola e solzão na cara

Entrada da vinícola e solzão na cara

Eu recomendo que reservem o passeio, porque em algumas épocas do ano a vinícola fica cheia e você pode perder viagem. A reserva pode ser feita por email – o endereço está na página da Undurraga. Também recomendo levar uma blusa, independente da época do ano. A temperatura em Talagante (cidade onde fica a vinícola) é sempre diferente de Santiago, e eu acabei de dando mal e tendo que comprar uma blusa na lojinha da vinícola porque estava congelando! E claro que a blusa oficial foi muito mais cara do que qualquer outra que eu levasse de Santiago! Assim sendo, leve sua blusa!

O tour começa com um encontro no jardim de rosas, e o guia nos conta a história da vinícola. A casa principal da fazenda foi totalmente destruída nos dois últimos grandes terremotos do Chile, o de 1985 e o de 2010 (Eu Fui!), mas os parrerais seguem intactos. E o passeio já começa com um espumante delicioso!

Boas vindas já começa com espumante

Boas vindas já começa com espumante

Boas vindas no jardim de roseiral

Boas vindas no jardim de roseiral

O guia nos explicou que as rosas sempre são plantadas perto das parreiras porque são mais sensíveis a pragas e problemas no solo. Assim, caso haja algum problema, atacará primeiro as rosas (tadinhas!) e os funcionários têm tempo para agir.

Cada jardim da Undurraga é dedicado a uma divindade indígena e tem uma linha própria de vinhos. O jardim que visitamos é das uvas Pinot Noir do vinho Aliwen.

Parreiral de uva Camembert

Parreiral de uva Pinot Noir

Ficamos sabendo que, como o sol faz as uvas produzirem açúcar, a inclinação das plantações vai ser determinada pelo tipo de vinho: para vinhos mais doces, o sol deve incidir diretamente sobre as uvas. Para vinhos brancos e espumantes, a incidência deve ser indireta (produzindo mais acidez).

Para mostrar para os visitantes como as folhas das uvas são diferentes, dependendo da espécie, há uma pequena plantação de cada tipo:

Parreiras de várias espécies

Parreiras de várias espécies

Em seguida às plantações, visitamos os tanques de fermentação e então a adega onde os vinhos envelhecem.

Adega onde envelhecem os vinhos

Adega onde envelhecem os vinhos

Uma coisa interessante: vinhos chamados de ‘Reserva’ são os que envelhecem por 6 meses em barris de carvalho (carvalho americano dá um toque de canela ao sabor, e o carvalho francês dá um toque floral e amendoado). Os ‘Reserva Especial’ são os que envelhecem até 9 meses, e os que envelhecem por mais tempo que isso são os ‘Premium’. As vinícolas normalmente distribuem a produção entre barris americanos e franceses, e deixam uma parte da produção para cada tempo de envelhecimento.

Em seguida passamos pelo museu da família que atualmente é dona da Undurraga (a família Undurraga vendeu a propriedade). Eles têm vários itens indígenas de períodos pré-colombianos que formam um museu bastante interessante.

Museu com itens pré-colombianos

Museu com itens pré-colombianos

Depois de sair do museu, começa a etapa alcoólica: a degustação! Eles nos ofereceram 4 tipos de vinhos, todos muito gostosos. E a taça foi um ‘regalo’, como eles dizem.

Prost!

Prost!

O guia nos explicou também que devemos circular o vinho e observar a velocidade com que as ‘lágrimas’ (gotas que se formam quando o vinho que subiu à borda desce de volta ao conteúdo da taça) descem é um indicador da graduação alcoólica: quanto mais lenta a descida, maior teor alcoólico.

Depois da degustação, claro, teve a lojinha. Os vinhos estavam com um preço camarada, mas os itens diferentes, como camisetas, bolsas, sais etc estavam bem carinhos. E eles eram meio bagunçadinhos, deu a impressão que não conseguem se organizar para atender todos os turistas que chegam do fim da visita.

Em seguida, fomos fazer o pic-nic. Foi uma delícia! Eles nos emprestam uma toalha e uma cesta com pratos, garfos, facas e uma bandeija com 6 tipos de queijo, além de um pacote de bolacha água e sal e uma garrafa de vinho, e podemos fazer o pic-nic em qualquer lugar do imenso e lindo jardim. Foi o ponto alto do passeio!

Pic-nic no gramado

Pic-nic no gramado

A visita à vinícola estava ChP 8.000 por pessoa (cerca de R$ 35,00), mas com o pic-nic, que custava ChP 15.000 para o casal (cerca de R$ 65,00), o tour tinha um desconto e saía por ChP 6.500 (cerca de R$ 26,00). Apesar de ser meio caro pelos produtos que são dados, eu recomendo muito o pic-nic. A sensação de ficar naquele jardinzão gostoso é indescritível 🙂

Um super beijo para vocês, fiquem com Deus!

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