Quando as redes sociais e mídia matam nossos pudores e educação

Bom dia queridas! Tudo bem com vocês?

Hoje vou falar de um assunto que eu sinceramente não queria ter que falar… mas ontem eu li um post da Ju Romano, do Topetes e Vinis, que me deixou muito chateada. E não foi porque eu fui gordinha minha vida toda – foi porque eu vi em que estamos nos tornando quando nos escondemos atrás de um computador.

Imagem retirada da Revista Caras

Neste post, a Ju conta sobre uma matéria da Revista Caras para a qual ela foi entrevistada. A Ju é plus size e não tem neura nenhuma com isso. Além disso, como é consultora de moda, consegue quebrar vários tabus sobre o que mulheres acima do peso podem ou não vestir, e sobre isso era a matéria. Obviamente, por ser o gosto algo tão particular, as combinações da Ju não agradam a todos. E é esperado que algumas pessoas comentem que não gostaram, que acharam que desvalorizou o corpo, que a cor não combinasse, ou qualquer coisa desse tipo. Mas o que mais espantou a mim (e também à Ju) foi o tom dos comentários. Pessoas escrevendo coisas assim:

“Uma aberração horrorosa !!!!!!!!!!!!!!”

“Que coisa medonha, parece literalmente um botijão!!”

E, quando as fãs da Ju começaram a responder, vieram coisas do tipo “sua nordestina vesga!!!” e coisas do gênero.

Eu não quero discutir aqui o que gordinhas podem ou não usar – eu gosto de brincar é de vida: eu cuido da minha e cada um cuida da sua. Mas quero conversar sobre o super-poder que se esconder atrás de uma tela tem dado às pessoas. Principalmente quando se trata de figuras públicas. As pessoas despersonalizam o ser humano de quem estão falando, eliminando qualquer baliza social de boa convivência. O filtro do que deve ou não ser dito a outro ser humano é perdido, e o que as pessoas pensam está sendo vomitado na forma escrita. Mas, do outro lado, há um outro ser humano…com sua história, seus sentimentos, suas emoções.

Eu já escrevi aqui sobre a gentileza, e também sobre os bons efeitos que ela faz ao corpo e à mente. Mas acho que esse tema é sempre interessante de ser repensado quando vemos algo assim. Isso porque, mais que gentileza, é um exercício de generosidade você se esforçar para não despersonalizar as pessoas públicas e fazer sua parte para trazer mais respeito ao mundo.

Isso inclui revistas de fofocas – você já parou para pensar em como seria sua vida se, por ter escolhido uma certa profissão, as pessoas gastassem dinheiro para ler sobre suas brigas com seu marido, namorado, filhos? Você já pensou que os sentimentos das pessoas públicas (veja bem, não estou falando de gente que quer aparecer a qualquer custo – estou falando de pessoas que se tornam públicas como consequência de seu trabalho) são como os seus, e que cada vez que você lê uma revista que traz na capa que Fulano estava no barzinho com a Cicrana sendo casado com a Beltrana está na verdade patrocinando a discórdia em uma família?

Minha mensagem de hoje é: mantenha o respeito com o outro ser humano, mesmo que ele seja público. Mesmo que a mídia esteja destroçando sua individualidade e limites. Mesmo que você tenha uma opinião forte – ele é um ser humano! E o mesmo vale para perfis de Facebook, Instagram e outros – do outro lado tem um ser humano. Trate-o como você o trataria se estivesse cara a cara com ele, e estará sendo uma pessoa boa.

Fiquem com Deus!

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