Detroit muito além do Robocop

Olá queridas!!! Como prometido, hoje começamos a série de posts sobre os Estados Unidos.

Quando eu fui informada que a primeira semana de trabalho seria na região de Detroit, eu fiquei um pouco preocupada… o que eu conhecia de Detroit era Robocop

Robocop

E o filme 8-Mile…

8mile

Então não fiquei super empolgada…

Toda a região de Detroit era formada de grandes fazendas, que exportavam suas produções através do porto, pelo rio. Quando as fazendas viraram cidades, as ruas foram planejadas e cada uma ganhou o nome da distância que estão do porto – por isso as ruas principais tem o nome terminado em ‘mile’ (milha). A 8-mile, por exemplo, está a 8 milhas do porto. E a 8-mile é a divisa entre Detroit e as cidades de subúrbio.

Detroit foi uma cidade muito rica nos anos 70. Isso porque a segunda guerra mundial impulsionou a indústria automobilística, e nos anos 70 Detroit foi sede das maiores empresas automobilísticas do mundo. Milhares de imigrantes e emigrantes chegaram a cidade para trabalhar nos empregos que brotavam como ar e Detroit vivia uma era de ouro. Com o aparecimento de concorrentes em outros países, manufaturas sendo movidas para países mais baratos, pouco investimento e crises mundiais que afetaram muito a indústria automobilística, Detroit foi a falência. O prefeito chegou a tentar vender as obras de arte do museu municipal para pagar as dívidas com servidores públicos. Milhares de prédios foram abandonados e a cidade ficou nas mãos dos criminosos. Por isso, eu esperava passar a semana indo do hotel para o escritório e do escritório para o hotel.

E, no fim, me surpreendi muito! E tenho muita vontade de voltar!

Detroit Metro é a área metropolitana que inclui a cidade de Detroit (que é limitada por um rio e faz fronteira com o Canadá), e as cidades de subúrbio Bloomfield, Troy, Pontiac, Rochester, Rochester Hights e outras. E os centros de Detroit e de Pontiac são mesmo lugares relativamente perigosos, onde não é aconselhável andar durante a noite ou ficar perambulando sem algum local para dizer onde não se deve ir. Isso não é novidade para quem é de São Paulo. Mas os subúrbios, que nos Estados Unidos geralmente são os lugares mais bonitos e seguros, são uma gracinha. Vale a visita!

Detroit

A parte mais bonita de Detroit é o parque que fica na beira do rio Detroit. O parque é arborizado, limitado pelos grandes prédios de um lado e pelo rio do outro, e tem uma linda vista do Canadá.

Vista do Parque do Rio Detroit

Vista do Parque do Rio Detroit

O lindo parque do Rio Detroit

O lindo parque do Rio Detroit – do outro lado do rio é o Canadá

E o centro tem vários prédios antigos, de tijolos marrons, o que dá um ar interessante e inspirador à cidade.

Centro de Detroit

Centro de Detroit

Mas realmente existem centenas de prédios completamente abandonados pela cidade toda. Só no centro e perto do parque do Rio Detroit eu contei mais de 10…

Um dos vários prédios abandonados de Detroit

Um dos vários prédios abandonados de Detroit

Eu recomendo passar uma manhã na cidade para fazer um pic-nic no parque e passear de Body Mover, um metrô aéreo que liga os principais prédios do centro.

Bloomfield

Em Bloomfield existe um campo de golf lindo, onde fica a casa do John Dodge. É um lugar muito bonito, e vale a visita à casa que é um marco histórico do país.

Bloomfield - casa de John Dodge, criador da Dodge

Bloomfield – casa de John Dodge, criador da Dodge

Rochester

Rochester é a “menina mais linda da escola” da região Detroit Metro. A cidade perserva um centrinho com jeito de ‘downtown’ antiga, cheia de lojinhas que são de propriedade de locais e confeitarias e docerias fofas que pode ocupar um dia inteiro de visita. Lá tem a loja da Sanders, rede de chocolate que tem o famoso caramelo coberto de chocolate de Detroit. Eu recomendo passar o dia nessa cidadezinha.

Confeitaria em Downtown Rochester

Confeitaria em Downtown Rochester

Rochester Downtown

Rochester Downtown

Auburn Hills

Desde que chegamos no hotel, todos que nos encontravam nos perguntavam quando iríamos ao outlet de Auburn Hills. Eu nunca tinha nem ouvido falar da cidade e não pretendia comprar nada, já que a grana estava curta… mas insistiram tanto que pegamos uma noite para ir até lá. E, para ser sincera, eu não visitei o centro de Auburn Hills…mas o que visite foi suficiente para amar a cidade! Foi o Great Lakes Crossing Outlets! Esse Outlet é enorme, com lojas de marcas comuns, como Adidas e Nike, até marcas mais upscale, como a Saks Fifth Avenue. E é o outlet com melhores preços de todos que eu já visitei, entre Panamá, Chile e Estados Unidos. E ele é tão lindo ^^ Aí vocês vão me perguntar: “e por que você não tem foto de lá”? E eu respondo: porque eu fiquei tão encantada com o lugar que esqueci!!! hahahaha mas acreditem: vale a pena passar um dia inteiro lá. Nós fomos 2 vezes. Comprei camisas lindas da Van Heusen por U$ 9 (custam normalmente entre R$ 250 e R$ 350 por aqui), vi jaquetas da Converse por U$ 20, camisas Polo por U$ 15… tudo original, e com atendimento de shopping center. E é facinho de chegar: ele fica na beira de uma das rodovias mais importantes do estado, a I5. Passe um dia inteiro por lá e aproveite para jantar no Rainforest Café, uma rede de restaurantes temáticos inspirados nas florestas tropicais com comida deliciosa. Um jantar com refrigerante sai cerca de U$ 20 por pessoa.

Faltou visitar

O estado de Michigan é famoso pelos Grandes Lagos. Meus colegas de trabalho mostraram fotos lindas das regiões dos lagos, e eu fiquei morrendo de vontade de ir para um desses lugares.

Importante

Michigan não é um estado com muita consciência alimentar. Por isso, tive bastante dificuldade para encontrar refeições que não irritassem meu estômago. Minha sugestão é apostar na rede Taco Bell, uma franquia de comida mexicana que tem pratos de arroz, feijão, frango grelhado e salada. Cuidado com os molhos de salada – eles são bem ácidos e gordurosos, e podem se tornar um pesadelo para quem tem estômago sensível como eu. Por outro lado, Michigan tem os mirtilos mais saborosos do país – não deixe de provar!!

Michigan é um estado muito frio. Evite ir para lá no inverno (nesse ano algumas cidades bateram os 20 graus negativos).

As pessoas dessa região são MUITO amáveis, generosas, simpáticas e abertas para ajudar estrangeiros. Eu me surpreendi porque aqui todos dizem que nos Estados Unidos eles não gostam de brasileiro. Por todos os lugares por onde eu passei, fui tratada como uma hóspede muito querida. E não só por meus colegas de trabalho: até mesmo no mercado, em postos de gasolina, no meio da rua. Se você pede uma informação, é muito comum a pessoa parar o que está fazendo para te ajudar. Em Bloomfield, eu estava buscando um shampoo anticaspa e não sabia como era caspa em inglês. Uma cliente me viu meio perdida, perguntou se eu precisava de ajuda e não só me ensinou a pronúncia como também me ensinou a escrever e indicou o shampoo 🙂

Um super beijo para vocês e um lindo fim de semana!!

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One response to “Detroit muito além do Robocop

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