Sobre as mulheres

Olá, queridas!

Hoje é nosso dia. E por isso comecei a pensar em que dizer que realmente significasse algo nos dias de hoje, já que nosso dia foi estipulado por uma luta antiga, mas cujo objeto principal mudou. Antes, a consciência feminina das revolucionárias era guiada pela consequência do pensamento chauvinista. Hoje, sabemos que vivemos em um androcentrismo, e é isso que temos que mudar.

Mas você sabe o que é o chauvinismo e o androcentrismo?

No começo do século passado, as mulheres  buscavam igualdade econômica e de condições de trabalho. Isso porque, como acontece até hoje, as mulheres ganhavam menos que os homens para executar as mesmas funções. Isso acontece porque as características masculinas sempre foram supervalorizadas, e os homens eram considerados mais ‘produtivos’ que as mulheres. Obviamente isso é uma mentira – o ser humano não desempenha melhor ou pior funções de trabalho devido ao seu gênero biológico, mas sim devido a características físicas e intelectuais. E essa supervalorização do masculino é o que é chamado de chauvinismo, ou machismo. É a sociedade dando aos homens um reconhecimento de superioridade, em detrimento do desenvolvimento e reconhecimento das mulheres.

Pois bem… o chauvisnismo não é uma causa. Ele é uma consequência, ou pelo menos está intimamente ligado com o androcentrismo. O Androcentrismo é a forma como a sociedade humana está organizada – em diferentes graus em cada país – tendo como base as características próprias dos homens, e não dos seres humanos em geral. É a definição que a sociedade tem de valores, qualidades, do que é importante baseando-se em um ponto de vista masculino. Por exemplo, propagandas de produtos de limpeza feitas somente para mulheres, mídia mostrando somente homens fazendo papeis de altos executivos, a ideia de que chorar desvaloriza os homens…e entramos assim em um outro conceito: a misoginia.

O significado original de misoginia é um ódio ou aversão às mulheres, mas isso é projetado ao feminino de modo geral. É a raiz do ódio homofóbico que alguns homens heterossexuais têm, ao ver características femininas em outros homens, assim como a falta de confiança em chefes mulheres e situações constrangedoras pelas quais mulheres têm que passar todos os dias, por serem vistas como em uma posição menos privilegiada na sociedade que os homens.

Mas isso realmente acontece?

Eu pensava, como venho de uma família mais matriarcal e de mulheres revolucionárias (minha tia-avó foi a primeira mulher prefeita do Brasil, minha avó saiu de casa ainda adolescente para conhecer o Rio de Janeiro, meu pai dividia com minha mãe a tarefa de cuidar dos filhos e da casa), eu não tinha muita consciência das situações em que as mulheres são realmente subjulgadas. Mas pense nas situações abaixo, e se você já passou, ou conhece alguém que passou por elas:

  • Perguntarem na entrevista de emprego se pretende engravidar, e caso engravide, se vai manter o desempenho no trabalho
  • A mulher chega em casa depois de um dia pesado de trabalho e precisa lavar a louça, fazer a janta e acompanhar a lição dos filhos, enquanto o marido vai à academia, toma um banho, senta para comer e vai dormir
  • Uma gerente chama atenção de um funcionário porque ele não entregou uma atividade no prazo, ele diz aos colegas que ela ‘está de TPM’
  • Você tentou explicar ao seu cônjuge/amigo que está chateada com algo que ele fez, e ele diz que você é desequilibrada e que mulher é emotiva demais
  • Quando entrou em um transporte lotado, a mulher ficou preocupada se o homem que estava atrás dela estava se aproveitando da proximidade física e a assediando sexualmente

Essas são situações corriqueiras, pelas quais um homem jamais irá passar. Ora, se isso acontece normalmente, e somente com as mulheres, e as ofende/denigre/machuca, estamos realmente vivendo um androcentrismo chauvinista que compromete a auto-estima e o desenvolvimento social e profissional feminino. Pense nisso!

Eu não sou a favor de uma ojeriza aos homens. Pelo contrário: reconheço muito o valor das características próprias masculinas. Mas a valorização deve ser aos dois gêneros (ou mais, em caso de sociedades não-binárias), para que nenhum ser humano venha a se sentir menos do que realmente é e pode ser porque o(s) outro(s) gênero(s) é dominante e a sociedade se molda em volta dele(s).

Um beijo enorme para vocês, e feliz dia!! Pense nesse texto e repasse esses conceitos. Vamos fazer um mundo igualitário!

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