Emagrecendo a Dani

Como você já deve ter percebido ao ver a imagem aqui em cima, eu estou emagrecendo 🙂 Não foram só 18 quilos – foram bem mais quilos de gordura, e ganhando massa magra meu peso ficou 18 quilos menor que quando comecei nessa jornada. E eu não estou de dieta. Nem sofrendo, nem deixando de comer o que eu gosto. E o melhor: me sinto mais feliz, mais realizada, mais disposta e estou mais saudável. Tudo sem sofrer. Deixa eu contar como isso está acontecendo… e quem sabe a gente possa se ajudar nesse processo!

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Eu nasci beeem mirradinha, e minha mãe morria de preocupação achando que eu ia ficar doente. Como toda mãe, ela ficou neurótica e fez de tudo para eu ganhar peso. Bem…eu ganhei… hahaha quando minha mãe estava grávida do meu irmão, eu comecei a engordar muito. Então, desde os 5 anos, fui uma criança beeem gordinha. Com uns 14 anos meu avô me prometeu que se eu emagrecesse, ele compraria uma roupa nova para mim, e eu emagreci bastante. Cheguei magra aos 15 anos, e fiquei assim até os 17 – quando comecei a fazer estágio em um restaurante industrial e engordei à beça de novo.

Eu com 15 anos

Eu com 15 anos

Entrei na faculdade em 2001 e vivia na sanfona. Cheguei até a ficar magra em 2003, mas em 2004 fiz um intercâmbio, engordei de novo, em 2005 fiz uma cirurgia no pâncreas, e desde então fui engordando. No fim de 2006 eu comecei a fazer dieta e academia, e quando conheci meu marido, em 2007, eu estava “fofinha”.

No começo de 2008, "fofinha"

No começo de 2008, “fofinha”

Fomos morar juntos, só comíamos besteira, às vezes pedíamos pizza 3 vezes por semana, e eis que cheguei à absurda e temida Obesidade Grau II no IMC.

Obesa, no fim de 2011

Obesa, no fim de 2011

E então fui convidada pelo departamento de saúde da minha empresa (HP) para participar de um programa de bem estar. O foco do programa não seria emagrecimento, mas sim fazer as pessoas sentirem-se melhor para ficarem menos doentes. Eu vivia doente! Vivia afastada por faltas de ar sem sentido (sim, eu era uma pessoa absurdamente ansiosa), gripe, infecções…e estava com um refluxo que já estava corroendo minhas cordas vocais. Resolvi aceitar o convite e comecei a ter contato virtual com a médica responsável pelo programa, a doce dra. Marilisa. Ela me passava tarefas que eu devia controlar diariamente em uma planilha, como beber água durante o dia, fazer algum exercício durante a semana, coisas assim. Eliminei o primeiro dos 24 quilos que eu tinha que eliminar no começo do programa e então marquei minha primeira consulta com a nutricionista. Logo na primeira consulta já vi que ia dar certo: a dra. Fernanda é incrível. Ela não me julgou, não me obrigou a nada, me ouviu com genuíno interesse e sugeriu as primeiras mudanças na minha alimentação, que eu jurava que já era boa. Eu comecei a eliminar peso, mas bem devagar. E isso quase me desanimou.

Fevereiro de 2013, antes do "sacode" do médico

Fevereiro de 2013, antes do “sacode” do médico

E então eu fui em uma consulta com um médico que trata de um problema que eu tenho e ele me deu um choque de realidade. Disse que eu deveria assumir responsabilidade pela minha vida, devia respeitar meu próprio corpo, tomar vergonha e fazer exercícios – do contrário, iria morrer cedo e sofrendo. Eu saí chorando do consultório, me sentindo péssima, como se eu não tivesse me esforçando nem um pouquinho. Foi horrível. Mas foi o que me deu gás para começar a levar a sério as recomendações da dra. Fernanda. Comecei a fazer exercícios todas as manhãs, me perdoar quando cometia algum deslize no cardápio, ser mais sincera comigo mesma no preenchimento do programa de contagem de calorias…e 13 quilos já foram embora!!! Estou saindo da Obesidade grau I e entrando no sobrepeso.

E foi por isso que coloquei o título dessa página de ‘Emagrecendo a Dani’: eu estava esperando ‘ser emagrecida’, e não assumir responsabilidade sobre essa mudança e ser a principal agente.

Atualmente, faltando 11 quilos para minha meta

No fim de 2013, faltando 11 quilos para minha meta

Agora é um pouco mais difícil perder gordura porque meu corpo já usa bem menos calorias para fazer as mesmas atividades (afinal, é menos peso que ele deve levantar cada vez que eu ando). Por isso, aumentei os exercícios: agora faço muay thai duas vezes na semana e pilates duas vezes na semana.

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Hoje minha rotina de exercícios está assim:

– Segunda: funcional com personal
– Terça: caminhada à tarde (se tiver chuva, TRX)
– Quarta: funcional com personal
– Quinta: caminhada à tarde (se tiver chuva, TRX)
– Sexta: caminhada de manhã (se tiver chuva, Just Dance)
– Sábado: caminhada power de manhã

MAS: eu só consegui chegar nessa rotina porque fui aos poucos. Comecei com caminhada todas as manhãs, depois fui fazendo aeróbica do XBox, e então fui aumentando. É preciso dar ao corpo tempo para se acostumar a fazer exercício, ou não vira um processo natural.
Meu objetivo não é chegar em um certo peso. Ou ter um abdome todo definido.

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À esquerda, fim de 2013. À direita, exatamente um ano antes

Eu escrevo de tempos em tempos nesse blog algumas dicas que deram certo comigo e que podem dar certo para você também. Esses são alguns dos posts que você pode gostar:

Categoria ‘Emagrecendo a Dani’

Também resumo as dicas que foram essenciais para mim:

– Entenda qual é o seu objetivo, e tenha um objetivo possível. Não adianta sonhar em ser alta e esbelta se o seu biótipo é mais ‘compacto’. Nossa natureza é linda, seja ela qual for, e deve ser respeitada. Ser feliz não pode depender de ter como parâmetro o que não somos.

– Marque TUDO que você colocar na boca. Desde uma balinha até uma refeição. Assim você vai comer consciente, vai ter noção da quantidade de calorias que está consumindo e também vai poder perceber em que situações come mais ou mais errado

– Beba muuuita água. Água limpa, hidrata, engana a fome psicológica…

– Tenha uma calça parâmetro – escolha uma que, para servir, você tem que estar no corpo ideal. E compare o quanto um botão chega no outro com o decorrer das semanas

– Pese-se sempre no mesmo horário e sob as mesmas condições. O ideal é se pesar em jejum, sem roupa, depois de usar o banheiro

– Conheça os alimentos. É importante ler rótulos, entender o que cada tipo de nutriente faz para seu corpo e comparar o que colocar na boca. Muitos alimentos entram e saem de moda – não confie nas revistas. Confie em profissionais!

– Dê chance para novos hábitos, novos sabores, novos horários…

– Escolha um exercício físico que te dê prazer e faça todos os dias. No começo é importante essa rotina diária para dar ao corpo tempo para se tornar um viciado em atividade física. Acreditem, eu ODIAVA fazer exercícios. E hoje não sou ninguém sem dar uma mexida no esqueleto – e eu sinto meu corpo pedindo para se mexer, e me dando vontade de comer besteira se não escuto e vou fazer exercício

– Carboidratos são traiçoeiros. Os integrais têm várias funções, mas os brancos são pura energia que será transformada em culote, pochete, mochilinha e outros demônios. Não consuma mais de uma fonte de carboidrato por refeição e escolha sempre o integral

– Encontre outras pessoas que passam o mesmo que você. No começo, minhas maiores inspirações eram a Momô do LivreLeveLight e a Kharime (os blogs delas estão aqui do lado direito), além daa Liv, do Treino, Nutrição e Beleza, que já chegou lá e vive para tornar o mundo livre da obesidade. Conforme o tempo foi passando, fui encontrando outras inspirações que têm objetivos mais parecidos com o meu, que é ter um corpo saudável, humano e possível – sem me obrigar a horas fazendo exercícios que não gosto, ou me privar de dar uma escapada semanal planejada. Assim, comecei a seguir a Santa Dieta, o Emagrecer em Dobro, a Paulinha Boque… você também deve encontrar suas inspirações e suas companheiras de luta. O importante é ter consciência de qual é o seu objetivo e se espelhar em pessoas que querem o mesmo que você.

– Dietas não funcionam. Não adianta. O que funciona é a reeducação, ou seja, reaprender a comer. Você deve sentir prazer com sua alimentação, não se sentir procrastinada nem forçada. Ela deve ser natural – e isso só se consegue reaprendendo

– Aceite-se e perdoe-se. Ninguém quer ser obeso. Mas alguns tornam-se obesos mais facilmente que outros, seja por problemas psicológicos, seja por pura falta de atenção a si mesmo… mas você deve aceitar que está acima do peso, entender que isso é um risco tanto quanto andar de carro sem cinto de segurança, ou andar de moto sem capacete, para então poder mudar

– Engordar é simplesmente estocar energia que não foi gasta – por isso, se comer um bombom, por exemplo, aumente em 10 minutos seu exercício do dia. Isso é suficiente para matar a culpa e para queimar o que entrou a mais

– A nova alimentação deve ser natural. Não adianta querer passar o tempo todo contando calorias porque não dá certo – é impossível viver assim! As escolhas saudáveis devem tomar parte de seu corpo conforme você for se reeducando

– Planeje-se! Não fique à mercê de lanches prontos, salgadinhos e fast-food quando a fome apertar. Tenha sempre uma opção saudável com você

– Emagrecer não é perder peso. É ter menos gordura em seu corpo. Por isso, é possível que durante o processo você fique algum tempo sem ver o ponteiro da balança baixar – mas suas roupas vão ficar mais largas. Assim, o ideal é que você também meça cintura, abdome, coxas e braços para ter melhor noção

– Jejum não emagrece. Quando você fica mais de 3 horas sem comer, seu corpo “pensa” que você está em um período de seca na floresta (lembre-se que nosso corpo foi planejado há milhares de anos e ainda não se adaptou ao disk-marmitex!) e resolve diminuir o metabolismo para manter a energia que ainda resta. É como um computador no modo ‘inativo’. Ou seja: você vai gastar menos calorias para fazer qualquer coisa, minando seus planos de emagrecer!

Vamos nessa juntas? 🙂 Prometo ir atualizando essa página conforme for aprendendo mais! E espero também que vocês dividam comigo sua experiência!

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31 responses to “Emagrecendo a Dani

  1. Pingback: Os petiscos saudáveis são saudáveis mesmo? | De Salto Alto e Notebook·

  2. Pingback: Minha reeducação alimentar – alguns esclarecimentos | De Salto Alto e Notebook·

  3. Aaaaaaainnnn que lindo saber sua historia meu bem!!!Sinceramente nunca vi essa “aba” aqui no seu blog!!!Sempre adoro as postagens que vc faz lá no principal e curto d+!!!

    Bom saber que te motivo de alguma maneira!!!Conte sempre comigo, viu??”
    Estamos juntas nessa!!!
    Um beijo
    momô

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  4. oi dani!!! parabéns pela mudança….fiquei empolgada, vou ver se consigo encarar uma “educação” alimentar, pois ando tão mal-educada neste sentido….!!! rsrsrss bjos e saudades…

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  5. Amei conhecer melhor a sua história, isso fez com que te admirasse ainda mais….
    Realmente para emagrecer e deixar alguns mau hábitos exige muito esforço e eh exatamente isso que observo em vc…. bjuss de sua esteticista que te ama muitoooo!!!!

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  7. Exemplo de superação, Dani. Fico orgulhosa por vc! Eu tbm passei por um processo semelhante: 2 vezes… aos 25 anos quando pesava 78 kg e cheguei aos 52 kg em 3 meses, e agora aos 36 anos quando cheguei ao absurdo dos 73 kg mas já estou com 58 kg. Tudo em 5 meses. Foi uma luta… pior… está sendo… pois a paranóia fica na cabeça da gente. O medo de voltar a engordar nos faz tomar cuidado em tudo, tudo mesmo! Mas o melhor da vida é estar de bem com o corpo. Isso não tem preço. Parabéns. E se precisar de algo, conta comigo. Bjs

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    • Carama, que dificuldade!!! Emagrecer muito mexe muito com nossa cabeça, e infelizmente é muito difícil ‘arrumarmos’ nossa imagem corporal e conviver com a nova realidade. Eu ainda não acerto no tamanho das roupas que pego para provar, e mesmo sabendo que não preciso ficar contando calorias (mesmo porqeu isso não funciona!) não relaxo sem fazer meu diário. Mas é tudo parte de um processo de transformação. Eu estou lendo um livro do Deepak Chopra, um guru da meditação, e aprendendo sobre o tipo de “fome” que temos – espiritual, mental, física. Vou contar sobre esse livro no blog, é demais!!! Um suuuper beijo pra você!!!! E conta comigo também!!

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      • Muito interessante ste livro… fale dele mesmo que eu vou ficar atenta por aqui. Eu tbm estou sofrendo com isso. Não sei comprar roupas kkkk. Com a “paranoia”, ainda me comporto como gorda. Tenho medo de pedir um 38 temendo que não me sirva, e eu me sinta gorda de novo, sabe… prefiro ter a certeza do 40, 42 mesmo que fique largo, horroroso. Mas isso me conforta pois é só levar na costureira e ajustar. Será que estou louca? kkkkkkkkkkk
        Bjs

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      • Lindo é… mas é um desafio… até a gente conseguir ficar conhecida e obter confiança é difícil. A trajetória é árdua, mas compensadora. Curta lá… e veja minhas cestas. Bjão, “magrela” kkkkkkkk.

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      • Fique a vontade!!! É tão bom ouvir isso né? “Nossa como vc está secaaaa”
        Eu respondo: Antes seca e feliz, do que obesa e mal amada! kkkkkkkkkkk

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